sábado, 16 de novembro de 2013

A Etimologia de Medicina

A Etimologia de Medicina
Machado de Assis

                              


        “A etimologia de medicina é, como acontece com outras palavras, uma lenda.
Conta-se que, no tempo do rei Numa, o corpo médico era composto unicamente de coveiros, regidos por um coveiro-mor, chamado Cina, avô, dizem, da tragédia de Corneille.
Adoecia um romano (eterno romano!), iam os coveiros à casa do doente medir-lhe o corpo para abrir a sepultura.
– Mediste, Caio? – perguntava o chefe.

– Medi, Cina – respondia o coveiro oficial.”

Revisão do Juramento Médico

Revisão do Juramento Médico

Este Juramento mais abrangente foi elaborado pelo Dr. Leo Rebello em 2003, pois o Juramento de Hipócrates, após muitos séculos de existência, está parcialmente ultrapassado. Este Juramento revisado foi amplamente circulado, aceito e elogiado

O dia 1º de julho é celebrado em todo o mundo como o Dia do Médico. Esse dia costuma passar em branco. Muitos médicos esqueceram o Juramento de Hipócrates ou o humanismo. Assim sendo, eu gostaria que os médicos prestassem o seguinte juramento para que se lembrem do quanto sua profissão é importante. Médicos, por favor, repitam comigo:



Eu, _____________, juro neste dia solene que:
Não receitarei medicamentos e exames desnecessários a meus pacientes.
Não darei conselhos errados.
Não cobrarei quantias exorbitantes, nem aceitarei comissões nem presentes.
Não prejudicarei crianças com inoculações de vacinas, pois poluem seu sangue levando a doenças graves no futuro.
Não receitarei medicamentos letais como antirretrovirais, quimioterapia, ou ministrarei terapia eletroconvulsiva a meus pacientes.
Não recearei nenhuma autoridade, não forjarei registros médicos, nem apresentarei testemunho falso.
Não explorarei meus alunos.
Não manipularei pesquisas ou seus resultados para obter subvenções.
Eu, _____________, afirmo, solenemente que:
Se eu não conseguir tratar uma doença, não direi que AIDS, câncer ou diabete não têm cura.
Direi ao meu paciente que deve tentar outros sistemas de medicina.
Tratarei os praticantes de outros sistemas médicos com respeito e não direi mentiras deliberadas para provar minha importância.
Estudarei terapias holísticas para aumentar meus conhecimentos.
Não direi, nem mesmo por descuido, que HIV = AIDS = morte, ou que o câncer não pode ser tratado.
Não assustarei meus pacientes com comentários, opiniões ou conselhos desnecessários.
Ainda me lembro das palavras de Hipócrates: “Deixe a alimentação ser o seu remédio” e, portanto, recomendarei frutas e verduras frescas e uma boa alimentação para os meus pacientes — no lugar de tônicos, xaropes, multivitaminas sintéticas, principalmente para crianças.
Não realizarei cirurgias, a menos que sejam absolutamente necessárias e não me dedicarei a práticas como a amniocentese, implantes de silicone ou lipoaspiração.
Trabalharei para a interdição das experiências inúteis e cruéis com animais, realizadas em nome da medicina.
Participarei de workshops, seminários e congressos às minhas próprias custas ou bolsa de estudos (não financiadas pela indústria farmacêutica) para aprimorar meus conhecimentos e falarei de acordo com a minha consciência, caso seja convidado a falar ou presidir.
Eu, _____________, finalmente, reconheço e afirmo que assumo grande responsabilidade pelo bem-estar das pessoas e que irei realizar minha árdua tarefa com o máximo de dedicação.
Isso eu juro em nome de Deus neste solene Dia do Médico e repetirei este juramento diariamente para não esquecer que estou exercendo a profissão divina de curar.



domingo, 20 de outubro de 2013

Milagres

       “Vivemos num mundo no qual o homem deve esperar milagres apenas de si mesmo.”

Simone Weil



Quando o homem para de pulsar

Quando o homem para de pulsar
Regina Schöpke







O
 psiquiatra e psicanalista austríaco Wilhelm Reich (1897- 1957) foi injustamente acusado de muitas coisas, dentre elas, de ser um utópico que desejava acabar com o desprazer do mundo. Mas Reich, que foi (segundo pensamos) o discípulo mais genial de Freud, exatamente por ter rompido com ele e levado ainda mais longe a busca pela compreensão da "doença humana" (nesse ponto, é preciso concordar com Nietzsche quando ele diz que o verdadeiro discípulo só faz jus ao seu mestre quando o ultrapassa, quando joga o dardo mais longe), tinha perfeita consciência de que não há prazer e alegria de viver "sem lutas, sem experiências dolorosas e embates desagradáveis consigo mesmo", de modo que sua questão era exatamente o contrário.
Reich, é claro, queria devolver ao homem a capacidade perdida (já na infância) de pulsar, de sentir prazer real, pois sabia bem que a educação tradicional produz um homem que foge tão continuamente da dor que termina por se "encouraçar" também para as alegrias, já que uma não existe sem a outra. Então, não se trata de acabar com as dores do mundo, mas de estar vivo o suficiente para não endurecer. Como diz Reich, "a capacidade de suportar o desprazer e a dor sem se tornar amargurado e sem se refugiar na rigidez anda de mãos dadas com a capacidade de aceitar a felicidade e dar amor".
A doença começa (em todos os sentidos e em todos os indivíduos) quando o homem para de pulsar, de sentir, de viver intensamente, isso é ser "encouraçado". Mas Nietzsche diria que esse é o homem em geral (eis por que era necessário ultrapassá-lo, inventar um novo homem). Reich, que conhecia bem Nietzsche, e também Bergson (a quem admirava pela sua ideia da energia vital), reconhecia a extensão da doença humana e, por isso mesmo, não soava mal para ele a afirmação nietzschiana de que "o homem é um animal doente". Para Reich, tanto quanto para Nietzsche, esse adoecimento tem um fundo social e cultural, ou seja, faz parte de um atavismo milenar que termina por produzir homens fracos, cindidos, impotentes.
É fato que a psicanálise trouxe inicialmente uma espécie de euforia para os meios intelectuais, ajudando a derrubar, com o avanço dos estudos acerca do inconsciente, o mito da razão soberana (já tão atacada por Nietzsche). Mas apesar de Reich concordar com várias concepções da psicanálise, ele sente que ela permanece numa esfera demasiado intelectual para dar conta das conexões mais sutis entre o corpo e a mente, e isso já pode ser sentido mesmo em sua fase psicanalítica, como podemos observar pela leitura da obra O Caráter Impulsivo.
Percebendo que não se tratava apenas de buscar a cura (ou a melhora) de psicóticos, neuróticos ou esquizofrênicos, mas de entender a extensão e as causas da aparente predisposição do homem para a infelicidade, Reich vai em busca da gênese das neuroses a fim de explicar a generalização da doença humana, ou seja, esse estado de fraqueza e apatia mórbidas e socialmente cultivadas, em que os seres humanos, em vez de crescerem e enfrentarem a vida como adultos, permanecem como crianças, imaturos do ponto de vista emocional e afetivo (aquilo que Federico Fellini chamou tão bem de "bezerrões", já que não conseguem parar de "mamar" e de correr atrás da mamãe). Em certos casos, pode-se dizer que alguns nem conseguiram sair inteiramente do útero, continuando presos por um cordão umbilical virtual. Não é sem razão que a humanidade parece estar sempre à espera de salvadores, mestres e pastores que lhe ensinem a viver; e, num nível ainda mais corriqueiro e estimulado pela própria sociedade, vemos os homens buscando na "esposa ideal" o modelo da "mamãe" passiva e resignada.
E esse é apenas um dos exemplos de relações adoecidas, pois - como mostra Reich - o resultado de um mau desenvolvimento da libido e da afetividade termina por gerar distúrbios de toda a ordem: mulheres que buscam o pai ou mesmo a mãe nas suas relações, homens que buscam metaforicamente "mulheres de pênis", etc., sem contar as inúmeras perversões sexuais, transtornos de agressividade e uma moral compulsiva que acompanham a má formação da libido. Há quem julgue essas ideias sujas e perversas, mas o que Reich chama de "resignação neurótica" parece explicar muito melhor o niilismo humano e a falta de coragem para viver do que o mito maniqueísta da religião. Além do mais, sujo e pervertido é manter relações falsas e viver traindo a quem se diz amar e respeitar. Antes mesmo de criar a sua "Análise do caráter" - e, posteriormente, a sua "Orgonoterapia" -, Reich nos mostra que as pulsões não podem ser suprimidas, mas apenas sublimadas ou deslocadas, e é por isso que o papel da educação se torna tão vital.

É verdade que Reich acreditava no amor e na felicidade, e também numa sexualidade saudável (uma razão a mais para ser chamado de maluco e pornográfico num mundo tão cheio de perversões e ódios). Mas ele não era utópico. Ele sabia que a vida é feita de altos e baixos, de alegrias e tristezas, mas também sabia que aquele que se mantém vivo e pleno, pulsante e vibrante, será capaz de não endurecer, de não perder o élan, o vigor, a alegria de viver, até o fim. Para Reich, nada é mais equivocado, em Freud, do que a idéia da pulsão de morte como uma pulsão primária. A pulsão de morte é, ao contrário, a própria doença humana, o niilismo que Nietzsche tanto atacou. Viver é pulsar, é rir e chorar, é sofrer e ter prazer, e é sobretudo querer estar "aqui" e gozar até o fim o privilégio de ser, ser consigo mesmo e com os outros, de um modo pleno, profundo, ativo, real. Ser feliz é viver fora da farsa, da inautêntica existência que nos transforma em atores de nossa própria vida. Ser feliz é simplesmente deixar o palco para viver de verdade.

Duas terapias simples, sem custo, mas com resultados efetivos

Duas terapias simples, sem custo, mas com resultados efetivos
Masahilo Nakazono









Duchaterapia

1) Alterne duchas quentes e frias, começando com uma ducha quente de 30 segundos seguida por uma ducha fria também de 30 segundos. Repita esta sequência duas ou três vezes. Após acostumar-se, aumente o tempo de cada ducha para um minuto. A última ducha deve ser fria. Durante todo o processo, esfregue vigorosamente o corpo com uma toalha até a pele esquentar.
2) No início, as temperaturas não deveriam ser muito extremas. Quando se sentir mais forte, aumente gradativamente as temperaturas, sempre um pouco mais quente e um pouco mais fria. Depois de certo tempo, comece e termine com a ducha fria.
3) Este exercício aumenta nossa capacidade adaptativa física e espiritual. Prepara-nos para enfrentar tanto as mudanças climáticas violentas, quanto as mudanças no ambiente familiar e profissional. Também estimula a circulação sanguínea e fortalece a pele. No começo, não force demais. Experimente de acordo com as condições e forças do seu corpo e não mais que duas vezes ao dia.


Fricçãoterapia

1) Friccione com a própria mão todas as partes de seu corpo. Onde quer que sinta rigidez ou dor, pressione delicadamente durante algum tempo.
2) Usando uma toalha de algodão seca, esfregue o corpo inteiro até que ele aqueça.

3) Molhe uma toalha com água fria e torce-a. Esfregue com ela todas as regiões do corpo até a pele ficar vermelha. Mas não faça isso se estiver resfriado ou com febre.