domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ouro Azul: As Guerras Mundiais pela Água / Blue Gold: World Water Wars


        
“Esse precioso bem, a água potável, sem o qual a vida humana não é possível, vem sendo privatizado e transformado em fonte de lucro para grandes empresas multinacionais e transnacionais, enquanto os governos pouco fazem para reverter esse quadro no contexto da assim chamada globalização.

Por trás desse movimento estão relacionados todos os mecanismos de apropriação da natureza com o único objetivo de reproduzir continuamente o capital, numa acumulação sem fim e sem sentido. Ao privatizar a natureza e seus recursos naturais, o homem torna-se responsável não apenas pela dizimação de sua própria espécie, mas pela destruição do planeta Terra.”

Pensamento Ayurveda


          

Sem alimentação correta, a medicina é inútil.
Com alimentação correta, a medicina é desnecessária.
(Pensamento Ayurveda)

Consequências da Concentração e Centralização do Capital em Escala Mundial no Campo


Consequências da Concentração e Centralização do Capital em Escala Mundial no Campo
Roger Burbach e Patricia Flynn

                                           

“A produção já não depende da terra e da natureza. Quando os bezerros são levados para a invernada, para serem engordados, jamais veem pastos verdes. Milhares de cabeças de gado são amontoadas nuns poucos metros quadrados, onde são alimentadas com rações programadas por computadores. Para estimular a engorda e eliminar doenças, doses maciças de antibióticos e hormônios artificiais são colocadas nas rações ou injetadas nos animais. Milhares de bois passam diariamente por currais especiais que funcionam com a eficiência de uma linha de montagem. A produção avícula é hoje ainda mais semelhante a uma operação fabril.”

“Algumas das grandes empresas de alimentos, como a Ralston Purina, a Cargil e a Allied Mills, são responsáveis por gigantescas instalações aviárias que processam dezenas de milhares de galinhas por dia. Como na organização fabril, as chaves desta produção são a procriação especial, a alimentação intensiva enriquecida, os estímulos químicos (hormônios) e o controle de doenças.”

“O alimento passa na frente das galinhas imóveis, numa correia transportadora, enquanto ovos e excrementos são removidos em outras correias. A iluminação artificial supera o ciclo diário natural e mantém as galinhas em postura constante.”

“Também os laticínios estão sob a influência da industrialização. Até mesmo a biologia da vaca leiteira foi alterada. A procriação especial combinada com fórmulas de rações – hoje entregues por computadores em doses ‘personalizadas’ aos estábulos – levou ao aparecimento de vacas que produzem mais 75% de leite do que há trinta anos.”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Por que querem que você fique com medo da Babosa


Por que querem que você fique com medo da Babosa
Dr. Carlos Lyrio*






Foi veiculada no FANTÁSTICO uma matéria intitulada “É BOM PRA QUÊ?”. A reportagem começa com a âncora do programa dizendo que a “babosa dos xampus” pode ser perigosa quando utilizada “para tratar o câncer”. Na sequência, o Dr. Dráuzio Varella faz uma comparação entre a fitoterapia e a quimioterapia no tratamento do câncer entre outras patologias. O que me chamou a atenção foi a tendência explícita para denegrir a fitoterapia, principalmente como prática popular.

Toda a matéria foi pautada enfocando os perigos da prática fitoterápica, como se os seculares chás das nossas vovós fossem feitiçarias mortais para os pobres coitados moribundos enganados pelos bruxos fitoterapeutas. Eu pergunto:

1 - Você já ouviu falar de alguém que morreu porque tomou boldo?
2 - Você já ouviu falar de alguém que foi parar no CTI porque usou quebra-pedra?
3 - Ou ainda, você já ouviu falar de alguém que tomou babosa para tratar o câncer e ficou fraco, careca e quase morreu?

Em contrapartida, quantas pessoas que você conhece morreram depois que começaram a usar radiação e quimioterápicos para tratar o câncer? Quem nunca soube de um caso de alguém que foi fazer um simples exame de radiografia que usa contraste e foi parar no CTI? Será que o Dr. Dráuzio Varella, porta-voz da verdade de plantão, está realmente preocupado com os chás, ou talvez sua preocupação esteja mais voltada para garantir o mercado da indústria farmacêutica?

No dia 2 de janeiro de 2007 o jornal The New York Times publicou uma matéria assinada pelos jornalistas Gilbert Welch, Lisa Schwartz e Steven Woloshin intitulada Epidemic of Diagnoses (Epidemia de Diagnósticos). O artigo começa com os jornalistas dizendo textualmente que “a maior ameaça à saúde apresentada pela medicina americana é o fato de cada vez mais estar afundando não numa epidemia de doenças, mas sim numa epidemia de diagnósticos”. Eles mostram que tal epidemia tem graves e nocivos desdobramentos. O primeiro é o que eles chamam de medicalização da vida cotidiana.

Na matéria dizem que “a maioria de nós passa por sensações físicas ou psicológicas desagradáveis que, no passado, eram consideradas como parte da vida. Se uma criança tossir depois de fazer exercícios, ela tem asma. Se tiver problemas com leitura, é disléxica. Se estiver infeliz, tem depressão. Se alternar entre euforia e tristeza, tem distúrbio bipolar.”

O segundo desdobramento é o que eles consideraram como uma tendência de descobrir doenças o quanto antes. Os jornalistas afirmam que “diagnósticos que eram usualmente restritos a moléstias graves, hoje são diagnosticados em pessoas que absolutamente não apresentam sintomas, os famosos grupos de risco e pessoas com predisposição.”

Isso se dá graças à avançada tecnologia que torna possível qualquer diagnóstico em qualquer pessoa: artrite em pessoas sem dores nas juntas, úlcera em pessoas sem dores no estômago e câncer de próstata em milhões de pessoas que, não fosse pelos exames, viveriam da mesma forma e sem ser consideradas pacientes com câncer.

O principal desdobramento da epidemia de diagnósticos é o que os jornalistas intitulam de epidemia de tratamentos. Aqui eles mostram que “nem todos os tratamentos têm reais benefícios, mas quase todos podem ter reais prejuízos”. Finalizando o artigo, os autores revelam que por trás da epidemia de diagnósticos existe um grande interesse, pois “mais diagnósticos significa mais dinheiro para a indústria farmacêutica, planos de saúde, hospitais, e médicos”.

Ao longo dos séculos, produtos de origem vegetal constituíram as bases para tratamento de diferentes doenças. Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário de seus países-membros, tendo em conta que 80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas.

Parece que o Dr. Dráuzio Varella e sua equipe fantástica da telinha estão na contramão da realidade. Nos Estados Unidos, berço da indústria farmacêutica, a tendência do povo é tratar, SIM, o câncer com babosa. O pior é que na reportagem ainda tentaram denegrir a imagem da Igreja Católica, que tem uma participação expressiva e legítima na prática popular da saúde em regiões longínquas desse nosso país continental, onde não existe tecnologia e muito menos tecnólogos da saúde, onde só as plantas fazem a diferença, graças a Deus!

É BOM PRA QUEM? Vou deixar a resposta para o Médico Britânico Vermon Coleman, autor, entre outros, do best-seller Bodypower (O Poder do Corpo): “A prática da medicina é um grande negócio. Milhares de empresas têm interesse documentado na sua doença”. Por isso é que querem que você fique com medo da Babosa. É FAN-TÁS-TI-CO!

*Médico homeopata, diretor do Instituto Roberto Costa, autor dos livros "Homeopatia por Você", "Menopausa" e "Resfriado, Gripe e Pneumonia". Ele tem um canal no YouTube sobre homeopatia e saúde.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pequenos Segredos da Vida



 Assista ao documentário sobre Monsieur René Lévy, discípulo francês de George Ohsawa, e sobre o Hotel e Restaurante Cuisine et Santé que ele mantém aos pés dos Pirineus.
 Observe-se a importância que Monsieur Lévy confere ao seu encontro com George Ohsawa.
 Nossas vidas são determinadas, no fundo, pelos bons e maus encontros. Aqueles que, em algum momento da vida, deparam com as ideias de George Ohsawa se podem considerar seres privilegiados.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Correspondência entre dieta e diferentes formas de doença




Correspondência entre dieta e diferentes formas de doença
                                                                                                                                                         Noboru Muramoto

Teve a lepra sua causa determinada em 1873, ano em que o médico norueguês Gerhard H. A. Hausen (1841-1912) vinculou a doença ao bacilo mycobacterium leprae.
Quem contraísse a bactéria poderia desenvolver um entre dois tipos de lepra. O primeiro comunica ao padecente um aspecto horrendo, monstruoso, é como se o corpo entrasse a decompor-se. É o caso paradigmático da lepra.
O segundo tipo – também atribuído ao bacilo mycobacterium leprae – confere à vítima uma aparência já outra. Aqui a doença ataca principalmente o sistema nervoso. No primeiro estágio, regiões da pele são assaltadas por manchas brancas e perdem as reações aos estímulos físicos. Adiante o vitimado emagra e experimenta um inexcedível depauperamento, pois o conjunto de seus músculos, retraindo-se e atrofiando-se, não mais consegue exercer suas funções. Se o mal avança, danos nervosos mais sérios levam a deformidades. Contudo, este segundo tipo da doença não implica a letalidade nem a deformidade assustadora do primeiro.
Apresentam o mesmo comportamento da lepra a tuberculose e a peste.
Provocada pelo bacilo mycobacterium tuberculosis, ou bacilo de Koch, a tuberculose ora se manifesta como a doença clássica que arrebatou da vida uma legião de poetas românticos, ora como doença cutânea.
No primeiro caso, os sintomas iniciais são tosse frequente e febre pouco intensa no fim do dia. Com a evolução da doença, surgem a exaustão física, a transpiração noturna, a perda de peso, a eliminação de sangue e muco dos bronquíolos e, finalmente, o vômito de sangue dos pulmões.
A segunda forma de tuberculose – vinculada, tanto quanto a primeira, ao bacilo mycobacterium tuberculosis – não investe contra os pulmões apenas, senão contra os gânglios linfáticos, a genitália e os rins, e com mais frequência ataca a superfície da pele, colonizando-a com protuberâncias semelhantes a verrugas.
A peste, por sua vez, está relacionada ao bacilo yersinia pestis, descoberto em fins do século XIX. Também ela apresenta duas formas, ambas provocadas pelo mesmo micro-organismo yersinia pestis. Uma delas avança sobre os pulmões, preenchendo-o com fluidos mórbidos e enfim sangue, o que acarreta hemorragia nasal. Os que a contraem quase sempre morrem. Já o sintoma característico da segunda forma é o intumescimento dos gânglios linfáticos quer na região da virilha quer na região das axilas. Esta segunda forma nem sempre é fatal.
Como explicar a dupla manifestação da lepra, da tuberculose e da peste, se em cada um desses flagelos constata-se tão somente a presença de um único patógeno? É este grande enigma da medicina que Noboru Muramoto pretende desvendar. (N. do E.)

Podem-se classificar os alimentos em duas categorias: os do reino animal e seus derivados, e os do reino vegetal e seus derivados. (A uma terceira categoria corresponderiam os minerais, juntamente com a água e o sal – substâncias que, embora não sejam usualmente consideradas alimentos, deveriam sê-lo, assim como o ar que respiramos.) Quando ingerimos muito alimento do reino animal, geralmente na forma de carne, nosso organismo torna-se susceptível a uma forma piogênica de infecção, um tipo destrutivo de doença. Tal tipo surge habitualmente na pele (como resultado do mau funcionamento dos rins) e nas regiões inferiores do corpo, em geral na superfície. Esta classe de enfermidade atinge pessoas robustas e pode aparecer e desaparecer rapidamente. Sarcoma de Kaposi, lepra, tuberculose cutânea verrucosa e peste bubônica constituem exemplos de doenças destrutivas.
Durante o período da grande peste, habitantes dos países orientais morriam principalmente de peste pneumônica; naquela altura já eram eles consumidores de mel e açúcar. Quando ingerimos, em quantidade considerável, certos derivados de vegetais, geralmente na forma de refinados, tal como o açúcar, tornamo-nos mais susceptíveis a um tipo degenerativo de doença. Os distúrbios dessa espécie atacam principalmente as áreas superiores do corpo, os pulmões, o cérebro, o sistema nervoso, e em geral são mais internos e não se manifestam tanto na superfície quanto os de tipo destrutivo. Pneumocistose, lepra tuberculoide, tuberculose típica e peste pneumônica são exemplos de doenças associadas a pessoas que ingerem constantemente doces e álcool. Trata-se, grosso modo, de doenças que vitimam especialmente aqueles de constituição frágil, e cujo desenvolvimento e cura são lentos. Denomino-as doenças degenerativas.
Um terceiro tipo de enfermidade resulta da ingestão excessiva e costumeira de ambas as categorias de alimentos: carne e açúcar, por exemplo. Se ambos são ingeridos em pequenas quantidades, nosso organismo é capaz de neutralizar-lhes os efeitos. Mas, caso sejam consumidos em excesso, os produtos deletérios de cada um deles se acumularão, levando a um resultado manifestamente destrutivo, como a septicemia.
Na realidade as doenças são mais complicadas. Contudo, se as duas formas básicas de doença forem compreendidas, suas variações serão facilmente entendidas como combinações daqueles dois modelos fundamentais.
Padrões dietéticos extremos – muita carne ou muita sobremesa – desenvolvem excessos tóxicos que enfraquecem vários órgãos, arrastando-os para a degeneração e destruição, e impondo aos outros órgãos e sistemas uma tensão comprometedora.

As razões de Aldous Huxley




“‘O coração’ – disse Pascal – ‘tem suas razões’. Mas ainda mais positivas e muito mais difíceis de decifrar são as razões dos pulmões, do sangue e das enzimas, dos neurônios e das sinapses.”
Aldous Huxley